Números romanos de 0 a 3000, algarismo romanos

       I  ……….. 1                            XI………. 11
      II  ……….  2                           XII………. 12
     III  ……….. 3                          XIII………. 13
     IV  ……….  4                          XIV………. 14
     V   ……….  5                           XV………. 15
    VI   ………. 6                            XVI…….. 16    
  VII    ………. 7                           XVII…….. 17
 VIII   ………. 8                           XVIII…….. 18
   IX   ………. 9                             XIX……… 19
    X  ……… 10
 
     XX……… 20                   CC…….. 200     MM….2000 
  XXX……… 30                CCC…….. 300    MMM..3000
      XL…….. 40                   CD…….. 400  
        L……… 50                     D…….. 500
      XL……… 60                  DC……..  600
   LXX……… 70                DCC…….  700
L XXX……   80                 DCC…….  800
     XC…….   90                   CM…….  900
        C……. 100                      M…….  1000
Algarismo romanos de 0 a 3000. Após o número 4000 em diante os múmeros romanos recebem um traço sobre eles para diferencia-los das dezenas e centenas.

A construção do pensamento lógico-matemático na educação infantil

A Construção do Pensamento Lógico-Matemático na Educação Infantil


“Aritmética não vem de livros, 

nem de explicações do professor, 

mas de cada pensamento das crianças,

 à medida que aritmetizam logicamente a realidade”. 

(Constance Kamii)


O Conhecimento Matemático não se constitui num conjunto de fatos a serem memorizados. Aprender números é mais que contar, muito embora a contagem seja importante para a compreensão do conceito de número. As idéias matemáticas que as crianças constroem na Educação Infantil serão de grande importância em toda a sua vida escolar e cotidiana.

Uma proposta de trabalho com a Matemática deve encorajar a exploração de uma grande variedade de idéias matemáticas, não apenas numéricas, mas também aquelas relativas à geometria, às medidas e às noções de estatística, de forma que as crianças desenvolvam e conservem com prazer uma curiosidade acerca da matemática, adquirindo diferentes formas de perceber a realidade.

No ensino de Matemática, o mais importante é o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático e da autonomia da criança. O pensamento lógico-matemático é fruto de construções internas que se dão na mente de cada um, e não tem como serem treinadas ou transmitidas.

Uma proposta assim incorpora contextos do mundo real, as experiências e a linguagem natural da criança no desenvolvimento das noções de matemática, sem, no entanto, esquecer que a escola deve fazer o aluno ir além do que parece saber, deve tentar compreender como ele pensa, que conhecimentos traz de sua experiência no mundo e fazer as interferências no sentido de ampliar suas noções matemáticas.

Isto implica numa orientação do ensino que incorpora as brincadeiras, as histórias, cantigas, os jogos de regras, as atividades lúdicas, a elaboração de coleções, as atividades culinárias como fontes de aprendizagem, de forma que as crianças desenvolvam e conservem com prazer uma curiosidade acerca da Matemática, adquirindo diferentes formas de perceber a realidade, numa prática educativa focalizada na construção de um ambiente que atue como educador e que respeite os ritmos individuais no brincar, descobrir, interagir e produzir cultura.

Refletindo…

  • Deve haver um trabalho com matemática na Educação Infantil?

As crianças, desde bem pequenas, pensam sobre o mundo que as cerca e procuram compreendê-lo. Um trabalho intencional com as áreas de conhecimento, entre elas a matemática, contribui para que as crianças elaborem e sistematizem conhecimentos. No entanto, é importante considerar que a educação infantil engloba o período de zero a 6 anos, portanto é necessário se ter em conta as características próprias das crianças de cada faixa etária, suas necessidades, prioridades e sua forma de conhecer o mundo.

Na prática, no início, as crianças devem ter uma aproximação global com os conteúdos. Não se trata de trabalho matemático, mas atividades com calendários, com músicas que veiculam séries numéricas. Até com bebês, é possível desenvolver uma consciência espacial que é a gênese do trabalho com matemática.

Com bebês, a ocupação do espaço, estar em berços ou circular pelo chão, são noções que ajudam posteriormente a fundamentar a geometria. Há pesquisas realizadas por educadores portugueses que afirmam que a mulher tem mais dificuldade nessa fundamentação porque brinquedos infantis para meninas são parados, exigem menos movimentos que as bolas, carrinhos e brincadeiras dos meninos. Os professores precisam ter consciência disso.

  • Como deve ser esse trabalho?

O trabalho didático deve necessariamente levar em conta a natureza do objeto de conhecimento e o processo pelo qual as crianças passam ao construí-lo. Por um lado, é importante que a escola trabalhe com os conhecimentos matemáticos tal como aparecem nas práticas sociais, o que significa dizer, trabalhar desde sempre (com crianças bem pequenas) com conteúdos bastante complexos. As crianças constroem seus conhecimentos matemáticos por meio de sucessivas reorganizações ao longo das suas vidas. Elaboram uma série de idéias e hipóteses provisórias antes de compreender um objeto em toda sua complexidade. Nessa abordagem, complexidade e provisoriedade são didaticamente inseparáveis.

O professor precisa levar em conta os conhecimentos que as crianças adquiriram fora da escola (em suas famílias, nos jogos, na TV…), propondo-lhes situações de aprendizagem nas quais precisem utilizar esses conhecimentos para construir novos. Ao invés de esperar respostas imediatas no início das atividades coletivas, o professor precisa dar tempo para que as crianças pensem – individualmente ou em pares – precisa retomar as idéias expressas pelas crianças para que seus companheiros possam pensar sobre elas e devolver ao grupo – em forma de problemas a resolver – afirmações feitas só por algumas crianças.

  • Qual a maneira de colocar os conhecimentos matemáticos em ação na Educação Infantil?

Respeitar o que as crianças sabem é colocar esses conhecimentos em ação. Como sugestões práticas de atividades, o educador pode procurar selecionar para as crianças músicas que intencionalmente veiculem séries numéricas. Pode propor circuitos de movimento que promovam a aproximação global. Com isso, as crianças começam a entender a complexidade dos conteúdos.

A gênese do que acontece com bebês é diferente quando eles são deixados no berço, no quadrado, de quando eles podem engatinhar pelo espaço. A experiência que a criança tem em relação aos números também estrutura um trabalho posterior. As crianças devem ser estimuladas a estabelecer relações. Por exemplo, um aluno sobe na balança e se confunde: deixe ver quanto eu custo?, 34 ou 43 são diferentes?

  • Quais conteúdos matemáticos devem ser trabalhados na Educação Infantil?

Propõem-se a organização dos conteúdos em matemática da seguinte maneira: números e sistema de numeração – envolve contagem, registro de quantidades próprias das crianças, série numérica convencional. É importante, por exemplo, introduzir na sala de aula a numeração escrita tal como ela é, e trabalhar a partir dos problemas inerentes à sua utilização grandezas e medidas espaço e forma.

  • O objetivo do trabalho com matemática na Educação Infantil é uma preparação para o fundamental?

Nenhum segmento da educação deve ser considerado como preparatório para o posterior. A educação infantil precisa ser valorizada como um direito em si, o que implica em formulação de políticas públicas para garantir o acesso e o ensino de qualidade para todas as crianças nesta faixa etária. Falar em ensino de qualidade significa assumir compromisso com a aprendizagem das crianças. Desta forma, podemos dizer que os conteúdos matemáticos trabalhados na educação infantil deveriam ser estruturantes para os trabalhados no ensino fundamental, mas não preparatórios.

  • Como a criança constrói os conhecimentos básicos de Matemática na Educação Infantil?

O homem, em sua relação com o mundo, começou a perceber inicialmente diferenças de formas e tamanhos no universo criado e, gradativamente, foi percebendo, também, semelhanças de formas, tamanhos etc. Percebeu o elemento, o casal; o casal, mais um, evidenciando grupos semelhantes. Nesse estágio, o que se tem é um sentido de número, ou seja, uma percepção da quantidade, o que é também comum em algumas espécies animais. O número aqui ainda não é percebido pelo ângulo da abstração, mas um sentido como a cor, o ruído, a presença de outro elemento etc. Talvez o homem tivesse permanecido nesse estágio de percepção, como ainda se mantêm algumas tribos africanas, se não houvesse o crescimento e a complexidade da vida social e econômica.

Ainda encontramos no Estado de São Paulo, no meio rural, peões que contam o gado fazendo relação com as pedras, um a um, ou ainda fazendo risquinhos no chão ou no mourão da cerca. Para contagem do gado peões, relacionavam-o com pedras – eram utilizadas pedras diferentes para a contagem dos bois e das vacas. Isto evidencia a permanência do homem na relação um a um, quando não há estímulo da complexidade do meio.

Acredita-se que a criança constrói suas bases matemáticas pela necessidade de resolução de problemas de seu tempo, impostos pela complexidade de situações da sociedade e, como o homem dito “primitivo”, parte de um sentido de número para uma construção abstrata deste, sendo uma construção onde o fator tempo ocupa lugar relevante.

O número não é dado imediato da natureza, é uma construção da mente humana. É abstração a partir do objeto físico, mas não é propriedade deste objeto; faz parte do universo das relações.

Para que o ser humano se relacione bem com a Matemática é necessário que faça todas as relações possíveis entre os objetos: é igual, é diferente, é maior, é menor etc.

Do ponto de vista pedagógico, acreditamos ser importante que o professor leve a criança a construir todas as relações possíveis entre os objetos, nas construções do seu próprio brincar: agrupar objetos por suas semelhanças; fazer classificações simples e em série; comparar tamanhos: maior, menor, igual etc.

  • Refletindo sobre a prática… (discussão no fórum)

* JOGOS DE PERCURSO OU TRILHA

Em um tabuleiro, os participantes lançam dados que determinam quantas casas o peão deve percorrer. Como envolve sorte, iguala participantes com diferentes habilidades e desenvolve o conhecimento numérico

Como o “jogo de percurso ou trilha*”, para crianças a partir de 5 anos, pode auxiliar na construção dos conhecimentos lógico-matemáticos na Educação Infantil?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BERTONI, N. E. Educação e linguagem matemática II: Numerização. Módulo III, vol. 2. UnB, 2002.

BIANCHINI, Edwaldo e PACCOLA, Herval. Sistemas de numeração ao longo da história. São Paulo: Moderna, 1997.

FREITAS, S. B. L de. Da avaliação à aprendizagem: uma experiência na alfabetização matemática. Dissertação de mestrado. Brasília: Faculdade de Educação/UnB, 2003.

KAMII, Constance. A criança e o número. Campinas, SP: Papirus, 1995.

PIAGET, Jean, SZEMINSKA, Alina. A gênese do número na criança. 2. ed., Rio de

Janeiro: Zahar, 1975.

VERGNAUD, G. A trama dos campos conceituais na construção dos conhecimentos. In: Revista do GEEMPA, Porto Alegre, nº 4, p. 6-19, julho 1996.

VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. 2. ed., São Paulo: Martins Fontes,

1988.39

* Profa Mariângela Rieg Martins Carocci – Pedagoga formada pela Instituição Moura Lacerda de Ribeirão Preto, pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Educadora da rede particular de ensino. Trabalhos realizados com formação de professores junto à Secretaria de Educação de Municípios como Ribeirão Preto, São Paulo, São Caetano, Barueri, Ubatuba entre outros.

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“Que o SENHOR esteja à tua frente para guiar-te pelos melhores caminhos;

Que o SENHOR esteja ao teu lado para ouvir-te e te consolar;

Que o SENHOR esteja atrás de ti para proteger-te das armadilhas da vida ;

Que o SENHOR esteja abaixo de ti para segurar-te e te levantar quando caíres ;

Que o SENHOR esteja sobre ti para curar suas feridas ;

Que o SENHOR esteja em ti para te abençoar e te deixar a paz. “

“Viva como se fosse morrer amanhã. 

Aprenda como se você fosse viver para sempre”. 

Gandhi

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“Muitas coisas na vida podem esperar: a criança, não! Para ela, seu nome é hoje”. Gabriela Mistral